Violência contra a mãe que amamenta e a criança amamentada

Não raro escutamos sobre violência obstétrica. Violência antes, durante e depois do trabalho de parto. Violência das mais variadas formas. No entanto, não escutamos quase nada sobre violência contra a dupla mãe-bebê durante a amamentação. Não oficialmente, mas sim, em nossas relações de amizade, em nosso trabalho e, principalmente quando atendemos essas mães nos serviços de saúde ou em grupos de mães.

Mas o que seria a violência contra a mãe que amamenta? É o ato de atentar contra a capacidade da mãe em amamentar, ou contra o ato de amamentar, da dúvida da qualidade do leite materno, ou contra a duração da amamentação, ou contra o local de se amamentar e, porque não, contra o ato da mãe não amamentar.

Muitas vezes já começa na maternidade, no ato do nascimento, onde mãe e bebê são separados devido a inúmeros protocolos secos e rígidos apoiados na justificativa de preservação da saúde da dupla. Depois, na falta de orientação, ou orientações equivocadas ou, procedimentos que foram redigidos e protocolados de maneira antiquada por profissionais que entram e saem do quarto da puérpera, ainda na maternidade, que causam insegurança e colaboram para o não estabelecimento da confiança da mulher neste novo papel.

Já em casa, a perda da consciência instintiva da amamentação por parte dos familiares e amigos, também podem ser considerados atos de violência contra a mulher e o bebê, ainda que verbalizado com a melhor das intenções.

Na mídia, o papel da indústria lucrativa de produtos infantis e para amamentação fazem com que esse ato natural de alimentar seu próprio filho seja algo complexo, que necessita de poltronas, almofadas, conchas, bicos, capas, absorventes enfim, uma parafernália plástica e, porque não, de outros alimentos substitutos do leite materno, e de outros recipientes que não a mama materna, afinal, se eles existem é porque algo pode dar errado, não é mesmo?

Nos serviços de saúde, a mulher e a criança com frequência também são alvo da violência e da critica de profissionais que despejam seu despreparo, sua (in)experiência e traumas anteriormente vividos sobre a dupla, seja porque ela amamenta “certo” ou “errado” ou julgam-na porque não amamenta. Raros são os casos de elogios e, quando eles surgem, é só ter calma que, mais cedo ou mais tarde, virá mais uma crítica porque se amamenta “demais” ou “de menos” ou porque a criança come ou porque não come, porque só quer a mãe, ou porque, por que, porque, porque … suas “verdades” são derramadas sobre esta dupla, sem piedade, sem mea culpa, sem remorsos pelo o que essas palavras podem causar nessas vidas. Minhas palavras podem até parecer dramáticas demais, mas acredito que não existam atitudes ou palavras “mais violentas” ou “menos violentas”, existe violência e, dependendo de cada um, pode desencadear as mais diversas consequências.

E isso tudo teria fim se cada um de nós exercitasse nossa humanidade. Não é preciso técnica, tampouco estudo ou conhecimento. Somente humanidade.

2 Comentários

  1. Amamentar é um ato natural, o bebe nasce sabendo mamar e o corpo da mãe produz leite, as pessoas que complicam porque ficam cheia de minhocas na cabeça, deixam aflorar suas ansiedades, medos e dúvidas… a natureza é perfeita. Já viram algum animalzinho com problema de pega ou a mãe que não tem leite? Se Deus dá provisão aos animais não dará a nós que valemos muito mais?

    Esses dias vi um programa sobre pessoas que amam animais, fazendo o parto da cadelinha, o veterinario entrou la e arrancou o bebezinho da cadela, cortou o cordão umbilical, ficou massageando o filhote, ficou apertando as tetas da cadela…. gente… pra que isso???
    ja vi minha cadelinha ter filhote é lindo como a natureza se encarrega de dar conta de tudo, ela sabe o que fazer, e acredito que a mulher instintivamente sabe o que fazer, mas as minhocas e palpites, e problemas mal resolvidos acabam colocando tudo a perder….

    • bom eese assunto relata sobre o conbate entre as craças e entre os adultos, bom os pais ñ pode ficar mandando toda hora a criança fazer aquilo tipo, : mandar toda hora arrumar as coisas,ficar brigando com a criaça.
      os adultos ñ podem tá manadando isso toda ora pq isso é um combate.

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